Marketing de Influência

Marketing de influência e publicidade: entenda a diferença

Há muito tempo, as marcas pagam celebridades para participar de peças publicitárias e impulsionarem as vendas de seus produtos. Mas isso não é marketing de influência.

E não é pelo fato de considerarmos apenas os influenciadores digitais, pois os artistas de mídias tradicionais são reconhecidos como influenciadores hoje em dia também. Mas, sim, pelo fato dos processos de marketing de influência serem diferentes de publicidade. Vamos entender melhor.

Marketing de influência não é comprar espaço publicitário

Para entender por que o marketing de influência surge como um modelo inovador de comunicação, primeiro é preciso entender um aspecto bem simples do influenciador. Ele formou um público fiel em seus canais de comunicação — YouTube, blog, Instagram, Medium, LinkedIn Pulse, Snapchat e tantos outros.

Esse público fiel pode ser gigantesco e amplo, como é o caso de Whindersson Nunes, com quase 19 milhões de inscritos em seu canal no YouTube (em abril de 2017). Ou pode ser segmentado e relativamente pequeno, como é o caso de Sérgio Rocha. Ele é o criador do canal Corrida no Ar, focado especificamente em praticantes de corrida de rua, com cerca de 80 mil inscritos.

Whindersson e Sérgio atraíram Bob’s e Adidas, respectivamente. Essas empresas não queriam meramente explorar figuras conhecidas em um canal aleatório. Queriam falar com os públicos desses influenciadores, com a linguagem deles, do jeito deles, no timing deles.

Uma marca pode usar marketing de influência como parte de uma ação publicitária. Mas só porque ela coloca um famoso do YouTube numa campanha de publicidade, isso não caracteriza marketing de influência.

O que é marketing de influência então?

O marketing de influência rompe com o modelo tradicional e abre oportunidades para influenciadores, marcas, agências, profissionais de marketing e de comunicação. Baseia-se numa relação de confiança, com liberdade criativa para criação e conteúdo autêntico. A marca dessa relação é a liberdade e a originalidade, o que realmente atrai o público.

Os resultados chamam a atenção das empresas. De acordo com o site Flocker, 51% dos profissionais de marketing acreditam que obtêm melhores resultados quando o relacionamento com o influenciador começa com a confiança.

O Business 2 Community recomenda que o influenciador esteja envolvido em todas as etapas do processo criativo, com diretrizes da marca, mas viabilizando liberdade e contribuição criativa para a produção de um conteúdo autêntico, aumentando a empatia com o público e a capacidade de alcance.

A relação entre marca e influenciador pode começar por afinidade ou por interesses comerciais. Mesmo a relação que se inicia por influência tende a envolver a remuneração do influenciador pela marca.

A remuneração não caracteriza o velho e condenável jabá. Os próprios influenciadores encontram meios originais e transparentes de fazer conteúdo pago sem que isso prejudique sua credibilidade perante o público.

“Uma vez que o influenciador perde o controle editorial em virtude de receber remuneração por postagem, a campanha não é mais de relações públicas ou marketing, torna-se publicidade. “, Biznology

 

Comunique-se

Olho do Jacaré

Parceiros















Vídeos em Pauta